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30.5.07_________________________________________________________________
Onde trabalho2) University of Technology Sydney = gatas 3) Fábrica da Foster's = ceva 4) Abercrombie Hotel = onde tudo se encontra nas noite de sexta, ao som de música massa Very important or fairly important?O turno de hoje mostrou como é aleatória a performance do entrevistador, no meu novo emprego. Na segunda-feira, primeiro dia, consegui só duas pesquisas, no turno de três horas e meia. Ruim. Terça-feira, duas entrevistas E MEIA. Heh, é que teve uma mulher que teve que parar no meio pra fazer alguma coisa (e aí agenda-se uma outra hora pra acabar). Hoje, terceiro dia, fazendo exatamente a mesma coisa, eu ARREBENTEI A BOCA DO BALÃO com SETE entrevistas.E MEIA. Porque faltando menos de cinco minutos pro fim do turno, comecei uma entrevista com um velho que falava muito e resmungava descontroladamente sobre o assunto (basicamente política externa australiana) em TODAS AS RESPOSTAS, de uma forma que era impossível de contornar sem ser rude. Algo que deveria durar 15 minutos foi se arrastando, e às 21:30, 35 minutos depois do início, ainda faltava mais ou menos um quarto das perguntas. O horror. Só eu trabalhando. Foi aí que o supervisor mandou eu EXTERMINAR, não só porque ele devia estar louco pra ir pra casa, mas também porque, pela aparência da coisa, as respostas dele nem seriam muito válidas pra pesquisa. Cortei o barato do vovô e larguei. Pelo menos serei pago meia hora a mais por este MARTÍRIO. 29.5.07_________________________________________________________________
Is this a bad time?Depois do dia de treinamento, comecei ontem na AMR Interactive. É realmente um trabalho bem fácil. A parte chata e desanimadora é tomar dezenas de recusas consecutivas - principalmente porque as recusas polidas parecem ser minoria. O pessoal não dá muita bola pra diferença entre pesquisa de opinião e telemarketing, pelo jeito. De qualquer forma, quando alguém aceita e a entrevista de fato começa, é barbadinha.Trata-se de um call centre, cada um com seu computador, rodando um software bem prático que controla todo o processo (exceto as discagens em si, que fazemos manualmente). Os computadores são bem velhos, como parece ser o programa (ainda em estilo DOS), mas tudo parece suficiente e apropriado pro uso que é feito. O clima é de escritório, o que pra mim é uma mudança bem-vinda; por algum motivo me agrada bem mais voltar pra casa vindo de um escritório do que outra situação. Nessa semana estarei lá todas as noites, mais sábado inteiro. Se na próxima semana conseguir tantos turnos assim, já liquido o período café-com-leite e passo a ganhar o valor integral. Bem a tempo da pausa no curso: duas semanas nas quais tenho o direito de trabalhar em turno integral, ou seja, juntar mais grana. (...) Ando semi-decidido a ficar um semestre a mais do que o inicialmente planejado, e nesse sentido fui hoje visitar uma ACADEMIA DE KUNG FU que dá cursos válidos pra obtenção de visto. Estava bem empolgado, mas já não sei mais. Não é barato como eu esperava, e chega a doer comparar os 1125 dólares trimestrais com os 50 REAIS que eu humildemente pagava por mês em Porto Alegre. Aqui, a sala de treino até que é maior, e há uns materiais interessantes, mas pelo que assisti da aula, não é nada muito bom. Achei um tanto superlotada a sessão. Outro problema são os horários. Há diversas sessões por dia, e a flexibilidade de ir quando se quer, mas parece complicado obter as 20 horas mínimas, e impossível fazê-lo indo em um só turno do dia, o que poderia comprometer oportunidades de trabalho. Enfim, enfim, tenho algum tempo pra decidir sobre essas coisas. Só que pra outra coisa o tempo é pouco: preciso decidir pra quando adiar meu vôo de volta. Inicialmente (e nunca entendi o motivo), está marcado pro dia primeiro de junho, e fico estarrecido ao perceber que a data já chegou. Preciso visitar as Aerolineas urgentemente pra ver o que consigo, pois ouvi dizer que pagando uma taxa de uns 500 dólares dá pra adiar em até um ano. O que valeria a pena, considerando que, perdendo a passagem, um bilhete só de volta pra República das Bananas já custa quase o mesmo que um de ida e volta - o que acho absurdo e injustificável, diga-se. Já que meu plano é de fazer a viagem de volta definitiva ao Brasil em trechos, passando por diversos países, essa passagem pra isso não serviria. Penso em usá-la pra visitar o Brasil no fim de 2007, e comprar outras passagens pro resto da empreitada (retorno pra cá e, no fim, a grande turnê). Quem sabe já amanhã vejo o que consigo barganhar com eles. Atualização: Fui lá. Não há meio de adiar a passagem pro ano que vem. Ou a utilizo até o dia de 24 de setembro de 2007 (aniversário exato de quando saí de Porto Alegre), ou vai pro beleléu. Meu curso acaba no dia 13 do mesmo mês, então até há chance de eu não perdê-la. As opções são apenas duas: ir pro Brasil fazer uma visita e pagar uns 1300 dólares só pra voltar pra cá; ou planejar uma viagem pra Nova Zelândia nessa época, pagando uns 220 dólares pro retorno de Auckland. De qualquer forma, terei que pagar integralmente todas as passagens envolvidas na turnê de retorno definitivo. Idéias? Abaixo aos títulos jornalísticosOntem comprei frutas aqui pela primeira vez. Tu vejas, que vergonha. A bergamota se chama imperial mandarin, e não tem sementes. Degusto uma nesse momento. É boa. Ausência de sementes realmente muda muito a EXPERIÊNCIA de comer uma fruta, como já havia comprovado anteriormente com as UVAS. Transgenia que aprovo muito.24.5.07_________________________________________________________________
Brigas influenciadas pelo álcool alarmam australianosCom o único intuito de atender o pedido do Iuri (não sei se deveria linkar este blog profano), finalmente fiz o upload de um vídeo que gravei no fim de janeiro. Primeira noite saindo com a câmera nova, eu flagro esta briga de rua na George Street, em frente a um pub. Pena que eu ainda tinha um memory card defeituoso, que interrompeu o vídeo sem meu comando. Dava pra ter gravado mais.
É a brigada pocotóAcho que fazia tempo que eu não via um cavalo. Vi dois hoje, sob um par de policiais montados que olhavam pra dentro de ônibus como que à procura de algum meliante. Peguei-me impressionado com a IMPONÊNCIA dos animais. Que estatura, que postura, que musculatura, rapaz. Não entendo nada de cavalos, mas esses dois deviam ser de uma das melhores raças. E que obediência, também: dava pra imaginar os tiras como dois CENTAUROS, tamanha a precisão dos movimentos.Lembrei do post do Träsel sobre o filme que retrata aquele bizonho incidente zoófilo. Segue sendo bizonho, e MUITO, mas que são bichos bonitos, são. Um ótimo dia para os torcedoresAos do Grêmio, o tricolor avança inabalável. Aos do rapaz que vos escreve, ele conseguiu aquele emprego de pesquisa de mercado.Tinha me esquecido do jogo e só lembrei quando uma colega de aula, também gaúcha, comentou que estava pra começar. Sorte que o professor estava ausente, e eu só tinha que imprimir um trabalho e poderia correr pra casa pra ouvir. Antes de sair da escola, descubro que ela estava errada, que o jogo já estava em andamento (no intervalo), e o placar era 2 a 0 pro Grêmio. Fantástico. Com o placar em mente, corri pra casa com a empolgação de um garoto saudável correndo pra aula de Educação Física. Não tinha ninguém no apartamento. Liguei o computador às pressas e fui em busca da Guaíba AM, que foi o que consegui ouvir nas partidas anteriores. Por motivos ainda misteriosos, não funcionou (suspeito do maldito Windows Media Player, que eu inventara de atualizar no dia anterior), e por fim tive que me contentar com a Jovem Pan de São Paulo, que também transmitia o embate. Não foi de todo ruim; imagino ter perdido nada mais do que comentários bairristas inflamados. Além das entrevistas com os gremistas da geral, nas quais sempre surgem verdadeiras pérolas. Quando finalmente comecei a acompanhar, já passava dos 30 minutos do segundo tempo. Dali até o fim da partida já foi sofrimento suficiente, mas foda mesmo é ouvir decisão nos pênaltis no rádio. Tá louco. Acho que a última vez em que me submeti a tal tortura foi na Era Felipão. Pelo menos dessa vez o Defensor cagou tudo logo de cara, o que aliviou um pouco da tensão - não só a minha, como a dos nossos batedores menos experientes. Mas deve ter sido curioso para os vizinhos ouvir aquela palavra estranha, "feitooo", ser berrada a cada dois minutos. Quinze minutos após a classificação, minhas mãos ainda tremiam. Que venha o Santos. Eu preferia seguir enfrentando times estrangeiros, é muito mais legal, é aí que o clima é de AMÉRICA mesmo. Mas que seja, não faz diferença, contanto que o GOD MODE perdure. *** A entrevista de emprego, na última terça, foi estranha. Não foi uma dinâmica, mas foi em grupo. Não houve nenhum tête-à-tête individual, nenhuma chance de falar de si mesmo, e assim foi difícil vender o peixe. Pelas vestimentas dos demais candidatos imaginei que talvez eu estivesse valorizando demais o emprego: eu de camisa, calça e sapato, uns de moletom e jeans. A impressão se solidificou quando a condutora do encontro se juntou a mesa e começou a falar. As primeiras coisas que ela disse tratavam de avacalhar o cargo em aberto, estratégia um tanto inusitada. Falou que não esperava ouvir de ninguém que esse é seu emprego dos sonhos, que obviamente trata-se de algo que as pessoas fazem só pra juntar grana enquanto se focam em algo maior, e por aí foi. Falou de como é entediante e robótico, e supôs que ninguém quisesse trabalhar mais de vinte horas, ao que contrariei. A mulher era simpática, na verdade. Não era a responsável do RH, e sim a gerente. Falou, falou, falou, depois distribuiu uns scripts de pesquisas. Um a um, nós líamos uma pergunta como se ela fosse a entrevistada, para, segundo ela, "testar nossa leitura e interpretação". Fui bem, não caguejei nem disse nada de errado, ao contrário de alguns que diziam já ter experiência na coisa. Fora isso, teve uma folha de perguntas pra ver o que a gente absorveu da palestrinha da mulher, e só. Depois nos levaram pra conhecer o call centre. Saí com a impressão de que queria ter dito mais coisas, embora o resto da mesa (éramos dezesseis) tivesse ficado mais calado do que eu. De qualquer forma, no quadro geral, estava confiante. Eles dariam o retorno entre as 17 e 19 horas dessa quinta. Caso não ligassem nesse intervalo, deveríamos ligar pra lá, até as 21h. Aguardei ansiosamente durante as duas horas, e nada. Já comecei a me perguntar como diabos não tinha conseguido o emprego, e mentalmente eu já ensaiava o meu "como assim?" pra quando me dessem a má notícia. Às 19:30, liguei pra lá, e ficaram de me ligar de volta. Esperei sentado no mesmo lugar por volta de meia hora, tentando não me decepcionar antecipadamente, quando um sujeito presente na entrevista grupal finalmente ligou. "Só estou ligando pra confirmar o dia de treinamento neste domingo". Não, CORNO, tu tá me ligando ATRASADO pra me dizer que O EMPREGO É MEU. Hshs. Enfim, domingo tenho treinamento o dia inteiro. Na mesma semana, terei meus primeiros turnos. As primeiras 50 horas são a salário de iniciante, e depois pula pra 20,24 dólares a hora. Bem bacana, azar se em poucos dias eu já estiver querendo morrer. E vai ser bom trabalhar sentado, pra variar. Ademais, a consciência segue limpa, pois não vendemos nada, apenas coletamos opiniões. Hehe. Desculpa, Francisco. Eu sei que telemarketing dá grana, mas NÃO ERASSS. 20.5.07_________________________________________________________________
Tempo bom em SydneyNesse fim-de-semana deu pra ser amigo. Eu e a Paty passamos o sábado caminhando pela city, que ela ainda não conhecia direito. À noite, fomos pra casa do Titanic e da Márcia em Dee Why. Eu dormi lá, pois o plano pro domingo era uma carninha assada BEM ESPERTA. Fotos aqui.18.5.07_________________________________________________________________
Agendada entrevista de emprego interessanteTerça que vem tenho uma entrevista na AMR Interactive. O cargo? Entrevistador de pesquisa de mercado.Achei a vaga no último fim-de-semana, num site de classificados. Como recomendado, li esse manual informativo. Fiquei muito empolgado e me candidatei. Recebi ontem a ligação. VÂMO! VÂMO! Tive duas outras entrevistas na última semana, pra trabalhar em loja. Uma na Esprit, outra na French Connection. Mas, francamente, me desinteressei na área depois de ficar sabendo desse tipo de trabalho aí. Gotta nail this one. Blog paradão pela falta de novidades. Coisa de blog de viagem... Mas de agora em diante vou tentar escrever sobre pensamentos mais variados, em vez de me ater a acontecimentos relevantes. Quem sabe assim desatola. 8.5.07_________________________________________________________________
Jovem acorda em quarto completamente estranhoMais fotos, de uma festinha de aniversário na noite dessa segunda. Me estraguei monumentalmente.O Flickr é oficialmente uma extensão desse blog. Conto muita coisa nas legendas das fotos. Mas também não abandonem o fotolog, ainda útil pra imagens desconexas. Em outra notícia, já comprei meu ingresso pra ver Anberlin e Copeland, juntos, dia 15 de junho. Pra minha surpresa, foi muito barato, menos de 40 dólares. Na comparação com a média dos preços de shows aqui e com Porto Alegre, e analisando superficialmente poder de compra em ambas cidades, acho que seria como pagar ainda menos do que 40 reais aí. 5.5.07_________________________________________________________________
Blog pessoal implementa o uso de títulos em formato jornalísticoNão tenho escrito por falta de novidades, mesmo. O fato de eu ainda não ter conseguido um emprego legal é desanimador. Sigo trabalhando só com o jornal enquanto isso. Não agüento mais esse bico, mas... São 16 horinhas semanais que ao menos pagam as contas durante a busca. Não posso largar antes de achar outro. Tem umas possibilidades pairando sobre essa próxima semana. Cruzem os dedos.Atualizei o Flickr com fotos de uma festinha de alta periculosidade a qual fui ontem, numa casa em North Bondi. O tema da fantasia era casamento. Vodka, sangria, vinho. Gente sem nome, busca, biriri. Confira. Tem algumas outras chapas legais antes. |